
A onça-pintada Guardião, que vive no Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus, entrou para o Guinness World Records como a onça-pintada mais velha mantida em cativeiro. O recorde foi reconhecido oficialmente em 9 de junho de 2026, quando o animal chegou aos 25 anos e 90 dias de idade.
A marca chama atenção porque a expectativa de vida de uma onça-pintada costuma ficar entre 10 e 15 anos. Guardião nasceu em março de 2001, em Tabatinga, no Amazonas, e chegou ao zoológico do CIGS em 7 de agosto de 2007. Desde então, permanece sob os cuidados da equipe da instituição.
A idade avançada exige uma rotina adaptada às necessidades do animal. Guardião recebe acompanhamento de veterinários, bióloga e tratadores, que monitoram diariamente sua alimentação, saúde, comportamento e bem-estar.
A dieta também foi ajustada ao longo dos anos, principalmente por causa do desgaste natural dos dentes. O felino recebe ainda suplementação para as articulações e passa por avaliações veterinárias periódicas. Como procedimentos de contenção podem representar riscos maiores para animais idosos, parte dos exames é feita sem a necessidade de sedação.
Mesmo aos 25 anos, Guardião continua apresentando comportamentos típicos da espécie. Ele caminha pelo recinto, nada e utiliza estruturas elevadas instaladas no espaço onde vive.
Segundo a equipe do CIGS, a longevidade do animal está relacionada ao acompanhamento contínuo e aos cuidados individualizados adotados ao longo dos anos. O caso também é utilizado em ações de educação ambiental e de conscientização sobre a preservação da fauna amazônica.
Com o reconhecimento do Guinness, Guardião passa a integrar a lista de animais que alcançaram marcas excepcionais de longevidade em cativeiro e se torna um dos símbolos do zoológico do CIGS.
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