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STF debate responsabilidade de parlamentares na destinação de emendas

Audiência pública convocada por Flávio Dino reúne representantes do Congresso, órgãos de controle, especialistas e entidades da sociedade civil para discutir transparência, fiscalização e prestação de contas

22/09/2026 às 15h41
Por: João Vitor Viana
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Alejandro Zambrana | STF
Alejandro Zambrana | STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (22) uma audiência pública para discutir as regras de controle, transparência, fiscalização e responsabilização relacionadas à destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares impositivas. O debate ocorre no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7995, relatada pelo ministro Flávio Dino.

O encontro reúne representantes do Congresso Nacional, órgãos de controle, especialistas, acadêmicos e entidades da sociedade civil. Entre os participantes estão integrantes da Controladoria-Geral da União (CGU), do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Transparência Internacional – Brasil. A proposta é reunir diferentes perspectivas técnicas antes da análise do mérito da ação pelo STF.

Um dos principais pontos em discussão é se os parlamentares responsáveis pela indicação de emendas devem estar submetidos a obrigações específicas de controle, fiscalização e prestação de contas. Também está em debate a possibilidade de equiparar a atuação do parlamentar à de um ordenador de despesas, agente responsável pela autorização e execução de gastos públicos.

Segundo Flávio Dino, a audiência foi convocada para aprofundar questões surgidas durante a tramitação da ADI 7995. O ministro destacou que a discussão envolve diferentes etapas do ciclo de execução das despesas e a definição das responsabilidades de cada agente envolvido na destinação e aplicação dos recursos.

A ação foi apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade e questiona dispositivos constitucionais relacionados às emendas parlamentares impositivas. Entre os temas estão a participação dos parlamentares na definição dos beneficiários e objetos das emendas e a existência de mecanismos de responsabilização compatíveis com essa atuação.

Dino também afirmou que a questão envolve diferentes dimensões e que não deve ser analisada sob uma lógica de soluções absolutas. A audiência busca justamente reunir elementos para avaliar possíveis modelos de regulamentação e controle das emendas, considerando os impactos institucionais e sobre a execução das políticas públicas.

Durante a audiência, o ministro Alexandre de Moraes ressaltou a importância de ouvir diferentes pontos de vista sobre um tema que envolve aspectos técnicos, jurídicos e políticos. Segundo ele, transparência, publicidade, eficiência e possibilidade de fiscalização são elementos relevantes quando estão em discussão recursos do orçamento público.

Esta deve ser a última audiência pública sobre o tema convocada no âmbito da ADI 7995. Após a conclusão dessa etapa, Flávio Dino deverá finalizar a instrução do processo e, posteriormente, liberar a ação para julgamento pelo Plenário do STF. O processo tramita em conjunto com outras ações que discutem aspectos do regime constitucional das emendas parlamentares.

A audiência ocorre das 9h às 12h, na Sala de Sessões da Primeira Turma do STF, com transmissão pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo canal oficial da Corte no YouTube.

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