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Aos 95 anos, morre Zuenir Ventura, jornalista e escritor mineiro

Membro da Academia Brasileira de Letras, autor de “1968 – O Ano que Não Terminou” morreu nesta terça-feira (22), no Rio de Janeiro, em decorrência de uma pneumonia

22/09/2026 às 12h15
Por: Daniel Mendes
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Reprodução
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O jornalista e escritor mineiro Zuenir Ventura morreu aos 95 anos nesta terça-feira (22), no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Segundo a entidade, a causa da morte foi uma pneumonia. Zuenir deixa a esposa e dois filhos.

Nascido em Além Paraíba, na Zona da Mata de Minas Gerais, em 1º de junho de 1931, Zuenir Ventura construiu uma carreira de mais de seis décadas no jornalismo e na literatura. Ao longo da trajetória, passou por veículos como Correio da Manhã, Jornal do Brasil, Veja, IstoÉ e O Globo, além de atuar como repórter, editor, colunista e diretor de redação.

Membro da Academia Brasileira de Letras

Zuenir Ventura integrava a Academia Brasileira de Letras desde 2015, quando assumiu a Cadeira 32, sucedendo o escritor Ariano Suassuna. Ele havia sido eleito para a cadeira em outubro de 2014.

Na ABL, sua trajetória no jornalismo e na literatura se somou à produção de livros-reportagem que abordaram acontecimentos políticos e sociais importantes da história brasileira.

“1968 – O Ano que Não Terminou”

Entre as obras mais conhecidas de Zuenir está “1968 – O Ano que Não Terminou”, publicada em 1988. O livro recupera acontecimentos políticos e culturais daquele ano, marcado pelo endurecimento da ditadura militar brasileira após a edição do Ato Institucional nº 5 (AI-5).

A obra tornou-se uma das referências do jornalismo literário brasileiro e posteriormente serviu de inspiração para a minissérie “Anos Rebeldes”, produzida pela TV Globo.

Outro trabalho de destaque foi “Cidade Partida”, publicado em 1994. O livro-reportagem abordou a violência e as desigualdades sociais no Rio de Janeiro e rendeu ao jornalista o Prêmio Jabuti de Reportagem.

Zuenir também publicou “Chico Mendes – Crime e Castigo”, lançado em 2003, além de outros trabalhos dedicados a temas políticos, culturais e sociais brasileiros.

Carreira começou em 1956

Zuenir iniciou a carreira jornalística em 1956, como arquivista. A partir daí, passou por diferentes funções dentro das redações e trabalhou em alguns dos principais veículos de comunicação do país.

Também atuou como professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).Em 1989, uma série de reportagens sobre Chico Mendes e a Amazônia publicada no Jornal do Brasil rendeu a Zuenir o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog.

Velório será realizado na ABL

O corpo de Zuenir Ventura será velado nesta quarta-feira (23), na sede da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. O escritor será enterrado no mausoléu da ABL, no Cemitério São João Batista.

Com mais de seis décadas de atuação, Zuenir deixa uma trajetória marcada pelo jornalismo, pela literatura e pela produção de livros-reportagem sobre episódios importantes da história recente do Brasil.

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