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Primavera 2026 chega sob “super El Niño” com previsão de calor e tempestades

Fenômeno deve intensificar seca no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e agravar excesso de chuvas no Sul e Sudeste

22/09/2026 às 09h24
Por: Daniel Mendes
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Reprodução: Paulo Pinto/Agência Brasil
Reprodução: Paulo Pinto/Agência Brasil

A primavera de 2026 chega ao Hemisfério Sul nesta terça-feira (22), às 21h05, com previsão de temperaturas elevadas e formação rápida de tempestades severas em diversas regiões do Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a influência do El Niño deve acentuar a seca no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste, enquanto no Sudeste e no Sul o fenômeno deve agravar o excesso de chuvas.

Segundo o meteorologista do Inmet Mozar de Araújo Salvador, o El Niño tem potencial para influenciar as condições climáticas do país durante a estação, especialmente nas regiões Sul, Norte e Nordeste. 

As projeções do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA) indicam que o fenômeno tem mais de 90% de probabilidade de atingir a categoria de muito forte nesta primavera, com 75% de chance de se tornar o evento mais forte já registrado desde 1950. 

Segundo Salvador, essa influência deve dar contornos diferentes à estação em relação aos anos anteriores, com temperaturas que devem ficar elevadas e ultrapassar a média histórica do período em praticamente todo o país, variando de intensidade conforme a região.

Tempestades de um lado, seca do outro

Durante a primavera, o fluxo de umidade vindo da Amazônia costuma se intensificar, levando chuvas ao centro-sul da Região Norte, ao Centro-Oeste e ao Sudeste. 

Na Região Sul, também devem se formar Complexos Convectivos de Mesoescala, aglomerados de tempestades em formato circular que, segundo o Inmet, aumentam significativamente a probabilidade de chuvas acima da média na região, além de parte do Sudeste e do Centro-Oeste, com destaque para São Paulo e Mato Grosso do Sul, que podem registrar os maiores volumes de precipitação.

Já o norte da Região Nordeste, especialmente o norte do Piauí e o noroeste do Ceará, deve receber menos chuva que o normal. Segundo Salvador, as regiões Norte e Nordeste têm maior potencial para chuvas irregulares, resultando em déficit hídrico em grande parte desses territórios, com possibilidade de predomínio de seca também no centro-norte de Mato Grosso e no norte de Goiás.

O que marca o início da primavera?

A primavera do Hemisfério Sul começa no equinócio de setembro, quando os hemisférios Norte e Sul recebem a mesma incidência de raios solares, com dia e noite de duração igual, fenômeno que se repete duas vezes por ano, em março e em setembro, marcando o início da primavera ou do outono. 

A partir de agora, os dias ficam progressivamente mais longos no Hemisfério Sul até o solstício de dezembro, que dará início ao verão; no Hemisfério Norte, ocorre o processo inverso, com o início do outono.

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