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Expectativa da Selic reduz e Mercado aponta taxa básica de juros em 13,50% ao fim de 2026

Mercado financeiro aposta em novo corte de juros ainda neste ano, cinco dias após decisão do Copom

21/09/2026 às 14h31
Por: Daniel Mendes
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Reprodução: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Reprodução: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O mercado financeiro reduziu de 13,75% para 13,50% a expectativa para a taxa básica de juros (Selic) ao fim de 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central (BC). A projeção indica que os agentes financeiros já trabalham com a expectativa de um novo corte de juros ainda neste ano.

A revisão para baixo ocorre cinco dias depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, taxa que está atualmente em 13,75% ao ano, principal instrumento usado pelo Banco Central para perseguir a meta de inflação. 

O cenário reforça a avaliação de que o ciclo atual de juros deve continuar sendo flexibilizado nos próximos meses, à medida que a inflação se mantém relativamente sob controle. Para os anos seguintes, a estimativa do mercado para a Selic permanece em 12% ao ano em 2027, com projeções estáveis de 10,50% para 2028 e 10% para 2029.

Em relação à inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o mercado elevou ligeiramente a previsão para este ano, de 4,90% para 4,92%. Para 2027, a expectativa foi mantida em 4,30%, e para 2028, em 3,80%.

Como a Selic influencia a inflação?

A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação: quando a Selic sobe, o crédito tende a ficar mais caro, o que reduz o consumo, ajuda a conter a alta de preços e estimula a poupança; já a redução dos juros busca estimular a atividade econômica, facilitando o acesso ao crédito e incentivando investimentos e consumo. 

Vale lembrar que os bancos também consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Estimativas para o crescimento e o câmbio

A projeção do mercado para o crescimento da economia brasileira também foi revisada para baixo: a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 caiu de 1,89% para 1,88%, e a de 2027 recuou de 1,45% para 1,43%. Já a estimativa para 2028 foi mantida em 1,87%. No câmbio, as projeções permaneceram estáveis para todo o período: R$ 5,20 em 2026, R$ 5,28 em 2027 e R$ 5,30 em 2028.

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