A Cemig ampliou o sistema de dupla alimentação de energia para 700 municípios mineiros, reforçando a segurança elétrica em cerca de 90% da área de concessão da companhia em Minas Gerais.
A tecnologia permite que cidades sejam abastecidas por duas fontes distintas de energia, reduzindo o impacto de falhas e diminuindo o tempo de interrupção no fornecimento.
Segundo a companhia, o projeto receberá R$ 243 milhões em investimentos até o fim deste ano.
Nos últimos três anos, a Cemig construiu 442 quilômetros de novas redes de distribuição para ampliar o sistema em diferentes regiões do estado.
Na prática, a dupla alimentação conecta as redes a dois circuitos independentes.
Assim, quando ocorre uma falha ou manutenção em um dos alimentadores, a carga pode ser transferida rapidamente para o outro circuito, evitando longos períodos sem energia.
A estratégia ganha ainda mais importância diante do aumento de eventos climáticos severos, como tempestades e ventos fortes, que frequentemente provocam danos à rede elétrica.
Segundo a Cemig, somente em 2026 a companhia deverá investir mais de R$ 150 milhões na ampliação da tecnologia para outros 19 municípios mineiros.
O projeto integra o maior ciclo de investimentos da história da empresa, que prevê mais de R$ 59 bilhões em aplicações em Minas Gerais entre 2019 e 2029.
Além da expansão das redes, a companhia também vem apostando em automação, operação remota e sistemas inteligentes para tornar o fornecimento mais estável.
Um dos exemplos está em Serra da Saudade, considerada a menor cidade do Brasil.
O município recebeu um projeto experimental que combina geração solar, armazenamento em baterias e automação da rede elétrica.
Segundo a Cemig, em caso de falhas no sistema principal, a estrutura consegue manter o fornecimento da cidade por até 48 horas.
A experiência servirá como modelo para implantação de novas microrredes autônomas em outras localidades mineiras nos próximos anos.