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Cemig amplia sistema que reduz apagões e reforça energia em 700 cidades de Minas

Companhia investe R$ 243 milhões em tecnologia de dupla alimentação para diminuir interrupções no fornecimento

18/05/2026 às 15h20
Por: Vitória Carneiro
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Reprodução
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A Cemig ampliou o sistema de dupla alimentação de energia para 700 municípios mineiros, reforçando a segurança elétrica em cerca de 90% da área de concessão da companhia em Minas Gerais.

A tecnologia permite que cidades sejam abastecidas por duas fontes distintas de energia, reduzindo o impacto de falhas e diminuindo o tempo de interrupção no fornecimento.

Segundo a companhia, o projeto receberá R$ 243 milhões em investimentos até o fim deste ano.

Nos últimos três anos, a Cemig construiu 442 quilômetros de novas redes de distribuição para ampliar o sistema em diferentes regiões do estado.

Na prática, a dupla alimentação conecta as redes a dois circuitos independentes.

Assim, quando ocorre uma falha ou manutenção em um dos alimentadores, a carga pode ser transferida rapidamente para o outro circuito, evitando longos períodos sem energia.

A estratégia ganha ainda mais importância diante do aumento de eventos climáticos severos, como tempestades e ventos fortes, que frequentemente provocam danos à rede elétrica.

Segundo a Cemig, somente em 2026 a companhia deverá investir mais de R$ 150 milhões na ampliação da tecnologia para outros 19 municípios mineiros.

O projeto integra o maior ciclo de investimentos da história da empresa, que prevê mais de R$ 59 bilhões em aplicações em Minas Gerais entre 2019 e 2029.

Além da expansão das redes, a companhia também vem apostando em automação, operação remota e sistemas inteligentes para tornar o fornecimento mais estável.

Um dos exemplos está em Serra da Saudade, considerada a menor cidade do Brasil.

O município recebeu um projeto experimental que combina geração solar, armazenamento em baterias e automação da rede elétrica.

Segundo a Cemig, em caso de falhas no sistema principal, a estrutura consegue manter o fornecimento da cidade por até 48 horas.

A experiência servirá como modelo para implantação de novas microrredes autônomas em outras localidades mineiras nos próximos anos.

 
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