
Um tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, preso sob suspeita de matar a própria esposa, também policial militar, foi transferido para a reserva, equivalente à aposentadoria, com salário integral de cerca de R$ 28 mil.
A medida foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (2) e ocorre enquanto o militar segue detido e responde por feminicídio e fraude processual.
O oficial, identificado como Geraldo Leite Rosa Neto, é acusado de assassinar a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde o casal vivia, na região central de São Paulo.
Ele está preso preventivamente desde março e nega o crime, sustentando que a vítima teria tirado a própria vida, versão contestada pelas investigações.
Aposentadoria mesmo com prisão
De acordo com a Polícia Militar, o pedido de transferência para a reserva foi feito pelo próprio oficial e aceito por atender aos critérios legais, como tempo de serviço exigido.
Com isso, ele passa a receber os chamados “proventos integrais”, mesmo sem exercer a função.
O documento oficial não menciona o fato de o militar estar preso nem as acusações em curso. Ainda assim, a Secretaria de Segurança Pública informou que foi instaurado um conselho de justificação, que pode levar à demissão e à perda da patente, independentemente da aposentadoria.
A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou o militar, que também se tornou réu na Justiça comum e na Justiça Militar. Ele permanece preso no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.
Apesar da aposentadoria, o andamento das investigações e dos processos judiciais segue normalmente.
Caso seja condenado ou considerado incompatível com a função, o oficial pode perder o posto, a patente e os benefícios vinculados à carreira militar.
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