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Garimpo clandestino é alvo de operação e estruturas são destruídas no Rio das Velhas

A ação conjunta da PM Ambiental e Ibama flagrou exploração ilegal de ouro

31/03/2026 às 11h41
Por: Por Redação
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Divulgação / PMMG
Divulgação / PMMG

Uma ação conjunta da Polícia Militar de Meio Ambiente e do Ibama desarticulou cinco pontos de garimpo clandestino de ouro no Rio das Velhas, durante a Operação Drakon – Fase IV. As intervenções ocorreram nas regiões de Nova Lima, Raposos e Rio Acima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Durante a operação, equipes percorreram trechos do rio e localizaram estruturas em pleno funcionamento, com balsas e dragas equipadas com bombas de sucção e motores estacionários movidos a diesel, instalados diretamente no leito do curso d’água.

 

Divulgação / PMMG

 

Segundo os militares, o processo utilizado pelos garimpeiros consistia na retirada de sedimentos do fundo do rio por meio de sucção. A areia onde há possibilidade de presença de ouro, era separada de materiais mais pesados, como pedras e cascalhos.

A operação envolvia mergulhadores, que desciam ao leito com equipamentos de oxigênio e mangotes, enquanto outros trabalhadores controlavam o sistema de sucção nas balsas. Após a triagem, a água retornava ao rio sem qualquer tipo de tratamento, provocando aumento da turbidez. Já os resíduos sólidos também eram descartados no próprio curso d’água.

Durante a fiscalização, foram constatados diversos impactos ambientais, incluindo o despejo de óleo no rio e a presença de mercúrio em uma das estruturas, substância altamente tóxica.

Os agentes também observaram falhas nas balsas, como ausência de contenção contra vazamentos de combustível e sinais de resíduos oleosos espalhados nas superfícies de madeira.

No momento da abordagem, havia garimpeiros atuando como operadores e mergulhadores. Ao perceberem a chegada das equipes, eles fugiram em direção à mata e não foram encontrados.
Informações obtidas por meio de denúncias indicam que a atividade ocorria de segunda a sexta-feira, entre 7h e 17h. Cada balsa teria capacidade de extrair de 25 a 30 gramas de ouro por semana.

A prática caracteriza crime ambiental, conforme a Lei nº 9.605/98, além de infrações administrativas previstas no Decreto Estadual nº 47.383/2018.

Também há indícios de usurpação de recurso mineral pertencente à União, crime previsto na Lei nº 8.176/91.

Ao todo, cinco balsas utilizadas na atividade ilegal foram destruídas por incineração. A ação foi acompanhada pelo Ibama, que elaborou o laudo técnico de destruição das estruturas.

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