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Quadrilha invade conta bancária e desvia quase meio milhão em golpe com boletos

Grupo atuava de forma estruturada e espalhava valores para dificultar rastreamento

27/03/2026 às 09h56
Por: Por Redação
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Divulgação / MPMG
Divulgação / MPMG

Uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) colocou na mira uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas que causou prejuízo milionário. Ao todo, seis pessoas foram presas suspeitas de participar do esquema, que envolvia invasão de contas bancárias e aplicação de golpes por meio de boletos.

A ação, batizada de “Operação Bankline”, revelou como o crime digital tem avançado e feito vítimas em diferentes regiões do país, conectando tecnologia, engenharia social e movimentações financeiras para dificultar o rastreamento.

De acordo com as investigações, o grupo conseguiu acessar indevidamente a conta de uma empresa em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, e resgatar cerca de R$ 800 mil em investimentos.

Com o valor liberado, os criminosos passaram a utilizar o dinheiro para gerar saldo e realizar pagamentos fraudulentos por meio de boletos, desviando aproximadamente R$ 500 mil.

O esquema funcionava em duas frentes:
um núcleo técnico, responsável pela invasão das contas;
e outro encarregado de pulverizar o dinheiro em contas de terceiros, estratégia usada para esconder o rastro dos valores.

 

Divulgação / MPMG

 

A ofensiva teve alcance nacional, com mandados cumpridos em estados como Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e também no Distrito Federal.

Durante a operação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, cartões bancários, dinheiro em espécie e outros materiais que podem ajudar a aprofundar as investigações.

O caso reforça um ponto importante: o avanço dos crimes digitais no Brasil e a sofisticação dos golpes financeiros.

A fraude só foi descoberta após a identificação de acessos incomuns à conta da empresa, realizados a partir de diferentes dispositivos e localidades — um padrão típico desse tipo de crime.

O prejuízo estimado gira em torno de R$500 mil, afetando tanto a empresa quanto a instituição financeira envolvida.

Os suspeitos podem responder por crimes como fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos.
Esse tipo de golpe mostra como o crime hoje não depende mais de presença física — ele acontece conectado, silencioso e em escala.

Por isso, o alerta é claro:
desconfie de movimentações incomuns
ative sistemas de segurança bancária
e monitore acessos às suas contas
Porque, no mundo digital, proteger informação é proteger o próprio dinheiro.

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