
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesse sábado (7) a criação de uma coalizão internacional com 17 países das Américas para combater cartéis do narcotráfico e outras organizações criminosas transnacionais.
A iniciativa foi apresentada durante a cúpula chamada Escudo das Américas, realizada na Flórida, e prevê cooperação militar, compartilhamento de inteligência e ações coordenadas para desarticular redes de tráfico no continente.
O encontro reuniu líderes e representantes de países da América Latina e do Caribe em um resort em Doral, no estado da Flórida. Durante a reunião, Trump assinou uma proclamação que formaliza a chamada Coalizão Anticartéis das Américas, um mecanismo de cooperação regional voltado ao combate ao narcotráfico e ao crime organizado transnacional.
Segundo o governo norte-americano, a iniciativa pretende coordenar esforços de segurança entre os países participantes, incluindo troca de informações de inteligência, operações conjuntas e apoio logístico e militar para desmantelar organizações criminosas e interromper rotas internacionais de drogas.
Durante a cúpula, Trump afirmou que os cartéis representam uma das principais ameaças à segurança no hemisfério ocidental e defendeu maior envolvimento dos países da região no enfrentamento dessas organizações. O presidente também incentivou governos latino-americanos a utilizarem forças militares para combater o narcotráfico.
A reunião contou com a participação de líderes de diversos países latino-americanos e caribenhos. Entre os presentes estavam governantes alinhados à política de segurança defendida por Washington, como o presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
Apesar da adesão inicial de 17 nações, Brasil, México e Colômbia não foram convidados para a reunião. A ausência desses países foi destacada porque eles desempenham papel estratégico no combate ao narcotráfico no continente.
Além do combate ao narcotráfico, o encontro também discutiu temas como imigração irregular, lavagem de dinheiro e a influência de potências estrangeiras no hemisfério ocidental.
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