
As ações da Petrobras registraram forte valorização nesta segunda-feira, 2 de março, em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio. O aumento das tensões elevou os preços do petróleo no mercado internacional e impactou diretamente o desempenho das empresas do setor no Brasil.
Por volta das 12h44, as ações preferenciais da Petrobras avançavam 4,09%, cotadas a R$ 40,95. Na máxima do pregão, chegaram a R$ 41,53, alta de 5,59%. O papel preferencial garante prioridade na distribuição de dividendos, mas não dá direito a voto.
Outras companhias do setor também registraram ganhos expressivos. As ações da Prio subiram até 6,68% na máxima do dia, enquanto a Brava Energia avançou até 4,98%.
O conflito elevou os preços do petróleo diante do temor de interrupções na oferta global. O Brent, referência internacional, chegou a disparar até 13% na abertura do mercado no domingo, alcançando US$ 81,89 no contrato de maio. Foi o maior valor intradiário desde junho de 2025.
Analistas apontam preocupação com o estreito de Hormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do suprimento mundial de petróleo. A possibilidade de interrupção prolongada do tráfego marítimo na região ampliou o chamado prêmio geopolítico nas cotações.
Relatório do Banco BTG Pactual destacou que a redução no tráfego de embarcações, o aumento dos custos de seguro e o maior risco à navegação vêm pressionando a oferta no curto prazo. A duração do conflito será determinante para a estabilidade ou não dos preços.
Dados de monitoramento marítimo indicam que mais de 200 navios, incluindo petroleiros e embarcações de gás natural liquefeito, permaneceram ancorados nas imediações do estreito de Hormuz após os ataques, ampliando as incertezas sobre a logística global.
A tensão se intensificou no sábado, 28 de fevereiro, após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Em resposta, o governo iraniano lançou ofensivas contra instalações americanas em países do Golfo. O conflito também passou a envolver o Hezbollah e ataques no Líbano, ampliando o cenário de instabilidade na região.
O desdobramento dos confrontos segue sendo acompanhado pelo mercado financeiro, especialmente pelo impacto direto sobre o preço do petróleo e o desempenho das empresas do setor energético.
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